SWOT (em português, FOFA) é uma forma de organizar o diagnóstico estratégico em quatro quadrantes. É simples, e por isso mesmo costuma ser mal usada: vira uma lista de opiniões que não leva a nenhuma decisão.
Os quatro quadrantes
- Forças (internas): o que a empresa faz bem e a diferencia.
- Fraquezas (internas): o que limita a empresa hoje.
- Oportunidades (externas): movimentos do mercado, de clientes ou da regulação que a empresa pode aproveitar.
- Ameaças (externas): movimentos externos que podem prejudicar o negócio.
A divisão entre interno (a empresa controla) e externo (a empresa não controla, mas pode se preparar) é o ponto mais importante.
Como fazer com honestidade
- Use dados quando houver: resultados, margem, reclamações, indicadores, resultado de diagnósticos. Opinião sem dado tende a superestimar forças.
- Ouça mais de uma visão: sócios, gestores, e, se possível, clientes.
- Seja específico. "Qualidade" não é força; "entrega no prazo acima do padrão da região, medida em indicador" é.
- Limite cada quadrante a poucos itens relevantes.
Do quadro à decisão
A SWOT só tem valor se gerar escolhas. Algumas perguntas ajudam:
- Quais forças permitem aproveitar quais oportunidades?
- Quais fraquezas impedem aproveitar uma oportunidade importante?
- Quais ameaças ficam mais perigosas por causa de uma fraqueza?
As respostas viram candidatas a prioridade. A Matriz GUT ajuda a ordená-las, e o 5W2H transforma as escolhidas em plano. Veja o roteiro completo em Planejamento estratégico para pequenas e médias empresas: simples e executável.
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